esta manhã, ao olhar para o espelho, reparei nas minhas recentes rugas. já tinha reparado nos cabelos brancos, que apareceram sem serem convidados e sem pedirem licença. nas rugas reparei hoje.
nunca tinha reparado, com tanta nitidez, nas marcas da passagem do tempo. mas hoje, poucos dias depois de ter feito 35, reparo com clareza como estou diferente do ano passado.
hoje, ao olhar-me no espelho, é que reparei que... bolas! eu já tenho 35?
de repente, lembrei-me da minha mãe aos 35. se um dia eu tiver filhos, eles não se vão lembrar de mim aos 35. e de repente, tal como agora enquanto escrevo, senti um nó na garganta. os meus filhos não me vão conhecer nova...
a verdade é que nunca pensei chegar aos 35. e agora, que cheguei, vejo um cronómetro à minha frente. o tempo está a passar rápido e, ao contrário do que seria de esperar, o que estou a sentir é uma tranquilidade e uma segurança estranhas. tranquilidade e uma vontade enorme de viver. à minha maneira, desta vez.
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é a tranquilidade de quem comanda a própria vida :)
ResponderEliminarou de quem tem muita vontade de o fazer, pelo menos...
ResponderEliminarOh, mas esses 35 já têm iva, que tu por dentro és bem mais jovem ;)
ResponderEliminarE os teus filhos hão de te conhecer linda e segura de ti mesma, a idade é o que menos vai importar para eles.
ResponderEliminarpor dentro sou mesmo, Débora. e é (também) por isso que me custa acreditar que o número é esse :)
ResponderEliminarCompreendo tão bem.
ResponderEliminarnão me lembro da minha mãe com 35. a minha filha vai lembrar-se!
ResponderEliminarpodendo as mulheres viver até aos 90 e tal ainda vai ser nova por muito tempo!
parece-me que a tranquilidade vai e vem